terça-feira, 10 de maio de 2011

Ok. No more: Back To Black

  Eu sinceramente não sei como estou me sentindo agora. É o tipo da coisa: alívio por ter dito o que sempre achei, impressão que o rancor está ainda maior dessa vez. Mas é compreensível! Imagina um amor que prefere distancia à tentativas!? (Nunca assistiu -Prova de Fogo?)
  Ao mesmo tempo sensação de falência. Ah, não! Essa sensação foi enquanto eu lia o –Fica com Deus. Todas aquelas sensações de –Não vou conseguir; Por que tudo isso de novo? Por que você não pode simplesmente só me querer e pronto!? Estarmos aqui de novo significa alguma coisa; Que deixe tudo de lado (Sabe? Amor). Não gostar de algumas coisas em nós nao significa nos trancar as 7 chaves. Mas essa parte da depressão passou e no momento eu escrevo pensando –Eu me enganei, como eu sabia que iria. Mas ne? Enquanto a parte melancólica não volta, que eu seja mais como –Eu te disse que eu seria um problema, você sabe que eu não presto. Sim, é bem Amy Winehouse. Sábia ela que se afoga na bebida (já viu whisky te abandonar? BRINKS!)
  Tenho cada vez mais rancor por saber que isso é joguinho. Poupemos a parte da conquista, amor não é so isso. Aproveitemos pra poupar a parte do amor também. Que tipo de amor te induz a sempre deixar pra trás? O que não o é, claro. “Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças” –como diria Markus Zusak. Por que vai sofrer? Já expliquei o quanto o sofrimento esta ligado ao amor –não se ama sem sofrer. Quer tempo pra mais desculpas? Por que né... quem quer procura um jeito de resolver, quem não quer procura uma desculpa. Repito o que minha mãe sempre disse: quando alguem quer muito uma coisa, faz o impossivel pra obtê-la (isso deve resolver seus pensamentos).
  Sim, eu estou mesmo muito mais forte do que antes sem me desesperar a cada ‘Beijos’ lido. Insisto em dizer isso sempre, porque dizem muito –uma coisa é melhor fixada quando dita varias vezes. Digo na esperança que você assimile (oh my). No momento, to bem obrigada. Sozinha. Tudo de novo, etc etc. O pior dessa vez é que agora estou sozinha com muitas pessoas ao redor. De repente é ruim, mas lembra? Eu vou me esforçar imensamente pra não precisar sumir pra ficar bem dessa vez (não procurarei desculpas, ao contrario de voce). E entao, muita gente ao redor pode significar distração. De repente, quem está por perto é quem merece estar, etc etc (o excesso de etc significa o cansaço de tentar sozinha -que fique claro).
  Quanto a tudo isso, o que sempre me deixou mais forte foi saber que já superei tudo quando estava pior Uma vez. Dessa vez isso mesmo é o que me atordoa: ao contrario do que dizem, afirmaram sobretudo que quem faz Uma vez não necessariamente faz duas, mas quem faz dez, faz onze. Essa seria minha segunda superação efetiva... Como não procurarei desculpas (repito), que venham as dez, as farei vinte.
As pessoas só escutam o que querem, o que gostariam, então está dito.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Don't you missed a thing?

  Sempre achei que o verbo amar não pudesse ser escrito no passado: se você diz que ‘amou’ é porque não era amor de verdade. Hoje me falaram que quando não é preservado, o amor acaba, sim; mas ainda acho que amor é algo muito pleno para acabar. Terminei dizendo: –A gente se ama, mas não se acerta de jeito nenhum.
  Nunca foi totalmente perfeito, mas só o fato de ‘estar’ já o era. Dessa vez houve algo sobre conquista. Eu definitivamente não estava conquistada e estava tentando conquistar para que não precisasse acabar por frieza da minha parte – porque, na verdade, nem eu sabia o que estava se passando na minha cabeça. Do jeito que você precisa me conquistar, eu preciso te conquistar, senão perderia a graça para mim - e um relacionamento é feito de duas pessoas.
  É sempre um jogo? Nunca haverá plenitude? Também já me disseram que o que te faz sofrer não é amor, mas discordei quando ouvi: – Amar é dividir tudo. Medos, inseguranças. Precisamos ser quem amamos. Entendê-lo. Não se pode amar alguém sem sofrer – nem que seja só pelo que o acontece. Combinamos de não sofrer dessa vez, e vai ver que foi isso que deu errado também. Meu histórico de sofrimento chegou ao ápice, esvaziei e voltei para enchê-lo – mesmo que agora eu prefira a lentidão.
  Confundo-me mesmo achando que é apenas um jogo. Dizem que não podemos nos entregar totalmente ou deixar que quem gostamos saiba tudo sobre nós, mas ao mesmo tempo dizem que amar é Ser o outro. Lembra quando eu definia: amor = paradoxal?! Somos definitivamente o paradoxo em pessoa. Cada dia você ama de um jeito contrario ao meu - e não é assim (doce-salgado) a tal sobremesa “Romeu e Julieta”? De uma forma ou de outra fazemos parte de um conto de fadas.
  Sumi um tempo já sabendo que eu jamais diria – eu AMEI você. Sumi com a intenção de me conformar – e o fiz. Dessa vez a conformidade voltou, mas não com a mágoa de antes, agora é sorrindo que eu digo: - eu realmente te amo. Eu jamais cansaria de tentar e tentar (você entende? Amor). Ainda tentaria mais, mesmo que você ainda não acredite que mudei, eu o fiz e me sinto mais preparada do que nunca para não me desesperar e achar que, sim, se morre de amor. De repente você está ocupado tentando me manter a mesma do passado e não se abriu pra minha nova eu. E eu te garanto que o meu ‘I’m ALL in’ foi pra valer, e realmente me superei – mesmo que você nao tenha enxergado.
  Mas sabe do que mais? Sabemos que você não vai muito longe sem mim. Sabemos que eu sentiria sua falta (dessa vez, sim). Sabemos que é amor. Sabemos que nosso problema é ‘falta da gente’. Que seus ciúmes não passarão, porque desde sempre nos tratamos como ‘nossos’. Sempre houve algo como se já tivesse havido algo um dia. Mas dessa vez não terá minha comoção antiga, desesperada - levei a serio aquilo sobre – levar adiante apenas o que merece ser levado. O amor é importante para mim. Tal como você. Tal como eu. Alias, eu ainda sou mais importante. Pensando em mim eu quero você. Se somos um, nós merecemos nos levar adiante.
  Lembra o lance de se conformar? Nunca foi muito a minha cara ficar esperando. Mas de repente eu já me mexi demais por nós. Experimenta levantar do seu lugar. Mas se ainda existe um pingo de ‘vou tentar de verdade’ e se você o fará, te sugiro que o faça de corpo e alma: meu coração fica cada vez mais inacessível.